{"id":6302,"date":"2014-06-30T22:02:14","date_gmt":"2014-07-01T01:02:14","guid":{"rendered":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/?p=6302"},"modified":"2025-06-03T22:05:57","modified_gmt":"2025-06-04T01:05:57","slug":"manifesto-feminista-do-rio-de-janeiro-sobre-os-megaeventos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/2014\/06\/30\/manifesto-feminista-do-rio-de-janeiro-sobre-os-megaeventos\/","title":{"rendered":"Manifesto Feminista do Rio de Janeiro Sobre os Megaeventos"},"content":{"rendered":"<p><em>As feministas que comp\u00f5em a Ala Feminista dos Atos Nossa Copa \u00e9 na Rua divulgaram o manifesto abaixo, em que se posicionam em rela\u00e7\u00e3o aos impactos da Copa na vida de mulheres, cis e trans, no Rio de Janeiro.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/degenerauerj.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/feministas-na-luta1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-63 size-large\" src=\"https:\/\/degenerauerj.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/feministas-na-luta1.jpg?w=676&amp;h=379\" sizes=\"auto, (max-width: 676px) 100vw, 676px\" srcset=\"https:\/\/degenerauerj.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/feministas-na-luta1.jpg?w=676 676w, https:\/\/degenerauerj.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/feministas-na-luta1.jpg?w=150 150w, https:\/\/degenerauerj.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/feministas-na-luta1.jpg?w=300 300w, https:\/\/degenerauerj.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/feministas-na-luta1.jpg?w=768 768w, https:\/\/degenerauerj.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/feministas-na-luta1.jpg 960w\" alt=\"feministas na luta\" width=\"676\" height=\"379\" data-attachment-id=\"63\" data-permalink=\"https:\/\/degenerauerj.wordpress.com\/2014\/06\/30\/manifesto-feminista-do-rio-de-janeiro-sobre-os-megaeventos\/feministas-na-luta-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/degenerauerj.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/feministas-na-luta1.jpg\" data-orig-size=\"960,539\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"feministas na luta\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/degenerauerj.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/feministas-na-luta1.jpg?w=300\" data-large-file=\"https:\/\/degenerauerj.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/feministas-na-luta1.jpg?w=676\" \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00f3s\u00a0feministas, em nossa diversidade, temos participado ativamente de\u00a0todos os momentos de luta pol\u00edtica do pa\u00eds. Neste momento, denunciamos que o projeto neoliberal de privatiza\u00e7\u00e3o das cidades, que est\u00e1 sendo aprofundado com a realiza\u00e7\u00e3o dos mega-eventos -Copa do Mundo de Futebol MASCULINO e das Olimp\u00edadas (2016) \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m patriarcal, cisheteronormativo e racista.<\/p>\n<p>Esse projeto pol\u00edtico prioriza grandes empreendimentos empresariais e militares e torna as desigualdades ainda mais acentuadas, al\u00e9m de precarizar os direitos da popula\u00e7\u00e3o e produzir novas viola\u00e7\u00f5es.\u00a0A prepara\u00e7\u00e3o desses eventos tem intensificado os processos de mercantiliza\u00e7\u00e3o, militariza\u00e7\u00e3o e higieniza\u00e7\u00e3o de nossas cidades, impactando sobremaneira a n\u00f3s mulheres, cis e trans, em especial as negras, nordestinas, moradoras da periferia e de favelas e as trabalhadoras em situa\u00e7\u00f5es de informalidade.<\/p>\n<p><strong>MORADIA<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s mulheres seguimos na linha de frente da sobreviv\u00eancia de nossas fam\u00edlias e representamos 38% das chefes de fam\u00edlia, principalmente entre as fam\u00edlias de baixa renda. Somos atingidas pelo encarecimento das cidades e pela precariedade dos servi\u00e7os p\u00fablicos (sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, transporte), pois \u00e9 sobre nossos ombros que recai a responsabilidade pelas tarefas dom\u00e9sticas e cuidados, n\u00e3o assumidos pelo poder p\u00fablico, nem compartilhados pelos homens das fam\u00edlias e comunidades.<\/p>\n<p>Na cidade do Rio de Janeiro 12.275 pessoas de 24 comunidades foram removidas em fun\u00e7\u00e3o de obras ou projetos ligados diretamente aos megaeventos. Al\u00e9m das remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, muitas fam\u00edlias t\u00eam sido obrigadas a deixar seus locais de moradia diante do aumento dos alugu\u00e9is decorrente da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, inclusive em favelas com UPPs. A nossa jornada de trabalho \u00e9 aumentada quando as fam\u00edlias s\u00e3o removidas para lugares distantes, insalubres, sem infra-estrutura e servi\u00e7os p\u00fablicos para atender a popula\u00e7\u00e3o e afastados das redes de solidariedade constru\u00eddas pelas mulheres, por exemplo, para o cuidado das crian\u00e7as e idosas\/os.<\/p>\n<p>Repudiamos a trucul\u00eancia policial utilizada nas remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, destacando-se recentemente as remo\u00e7\u00f5es do Metr\u00f4 Mangueira e da TELERJ, e ainda a viol\u00eancia estatal vivenciada por muitas destas mulheres desalojadas, que sofrem amea\u00e7as ou perdem a guarda de suas\/seus filhas\/os.<\/p>\n<p>O Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), base para a estrutura\u00e7\u00e3o do Estado para os megaeventos, refor\u00e7ou o modelo de higieniza\u00e7\u00e3o e criminaliza\u00e7\u00e3o da pobreza, coadunando com o processo hist\u00f3rico de urbaniza\u00e7\u00e3o e a persistente desigualdade social, que agrava o racismo ambiental com remo\u00e7\u00f5es, com deslocamento de popula\u00e7\u00f5es tradicionais (como no caso da remo\u00e7\u00e3o do Centro de Umbanda do RJ para constru\u00e7\u00e3o da Transcarioca), sem um real projeto de mobilidade urbana, e ainda com educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e saneamento insuficientes, tornando ainda maior o impacto ambiental.<\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7OS P\u00daBLICOS<\/strong><\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o de investimentos e obras apenas nos lugares pr\u00f3ximos de est\u00e1dios e atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas tem afetado a qualidade de vida das mulheres. Em uma sociedade machista, a precariedade nos servi\u00e7os de transporte e ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica exp\u00f5e as mulheres a situa\u00e7\u00f5es de risco e inseguran\u00e7a, pois ao andarmos por ruas mal iluminadas ou passarmos mais tempo a espera e\/ou dentro de \u00f4nibus cheios, estamos mais vulner\u00e1veis a ass\u00e9dios sexuais e outros tipos de viol\u00eancias, que j\u00e1 s\u00e3o constantes nas nossas vidas. Tamb\u00e9m, as mulheres que moram longe dessas zonas da cidade e utilizam o transporte p\u00fablico para ir e vir do trabalho, levar suas\/seus dependentes a escolas e hospitais e para cumprir tarefas dom\u00e9sticas, t\u00eam sofrido um acr\u00e9scimo no tempo e gastos com transporte. Igualmente, as grandes obras n\u00e3o t\u00eam garantido maior acessibilidade e mobilidade para pessoas com defici\u00eancia na cidade.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o, ocupada principalmente por mulheres, \u00e9 outra \u00e1rea que tem sido afetada pelo deslocamento de investimentos para os megaeventos. Uma situa\u00e7\u00e3o emblem\u00e1tica que evidencia a insatisfa\u00e7\u00e3o com este cen\u00e1rio \u00e9 a greve das\/os professoras\/es das Redes Estaduais e Municipais. H\u00e1 falta de investimento nas escolas p\u00fablicas, onde est\u00e3o matriculadas as\/os filhas\/os das mulheres da classe popular, assim como em creches p\u00fablicas, universit\u00e1rias, noturnas, de final de semana, impossibilitando \u00e0s mulheres o direito ao trabalho e ao estudo.<\/p>\n<p>O sistema de sa\u00fade \u00e9 outro setor com recorrentes demandas de investimentos por parte da popula\u00e7\u00e3o, sobretudo das mulheres, que somos respons\u00e1veis pelo cuidado da sa\u00fade das fam\u00edlias e comunidades e que vivemos dia-a-dia viol\u00eancias nesse sistema, em experi\u00eancias de morte materna, viol\u00eancia obst\u00e9trica, entre \u00a0outras.<\/p>\n<p><strong>MILITARIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O aumento da militariza\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem significado amplia\u00e7\u00e3o na seguran\u00e7a para as mulheres, que sofremos com casos de viol\u00eancia, ass\u00e9dio e estupro cometidos pelos pr\u00f3prios policiais. No Estado do Rio de Janeiro s\u00e3o registrados 17 casos de estupro por dia, inclusive em favelas com UPPs, como foi o caso da jovem Gleice, violentada e morta na Rocinha. Al\u00e9m disso, na pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica, a viol\u00eancia contra as mulheres n\u00e3o \u00e9 tratada como priorit\u00e1ria, o que acarreta e se traduz no baixo investimento em pessoal e equipamentos e no atendimento prec\u00e1rio as mulheres.<\/p>\n<p>A militariza\u00e7\u00e3o das favelas tem se traduzido em opress\u00e3o na vida das mulheres, que perdemos nossas\/os filhas\/os e companheiras\/os, muitas vezes mortas\/os por agentes do pr\u00f3prio Estado. N\u00f3s mulheres, principalmente as m\u00e3es, assumimos sozinhas a responsabilidade das fam\u00edlias que perdem seus entes e a luta por justi\u00e7a. Maria de F\u00e1tima, m\u00e3e do Douglas, assassinado no Pav\u00e3o-Pavaozinho, Bete, esposa do Amarildo, F\u00e1tima, m\u00e3e do jovem \u00a0Paulo Roberto, assassinado em Manguinhos, Jurema Rangel, m\u00e3e do menino Luis Felipe, de 3 anos, morto em Costa Barros s\u00e3o s\u00edmbolos dessa resist\u00eancia. Pela mem\u00f3ria e justi\u00e7a de Claudia Ferreira, morta por policiais no morro de Congonhas e arrastada pelas ruas, seguiremos em luta.<\/p>\n<p><strong>TRABALHADORAS PRECARIZADAS<\/strong><\/p>\n<p>O processo de higieniza\u00e7\u00e3o em curso vem excluindo das cidades vendedoras\/es ambulantes e trabalhadoras\/es de pequenos com\u00e9rcios, o que coloca muitas dificuldades para a vida das mulheres, que s\u00e3o a maioria entre as\/os trabalhadoras\/os precarizadas\/os. As\/os moradoras\/es em situa\u00e7\u00e3o de rua s\u00e3o tratadas\/os como um problema para a imagem das cidades, e n\u00e3o como efeitos de uma profunda desigualdade vivenciada nas mesmas. Nesse contexto, a viol\u00eancia e repress\u00e3o policial parecem ser a prepara\u00e7\u00e3o e o legado da Copa.<\/p>\n<p>As prostitutas tamb\u00e9m t\u00eam sido criminalizadas, embora seja uma profiss\u00e3o legal e conste no C\u00f3digo Brasileiro de Ocupa\u00e7\u00f5es. Repudiamos as viola\u00e7\u00f5es cometidas por policiais a cerca de 500 mulheres (prostitutas e outras) que trabalhavam no centro de Niter\u00f3i e foram arbitr\u00e1ria e violentamente tiradas do local onde trabalham e moram, algumas com suas\/seus filhas\/os, estupradas, espancadas, roubadas, amea\u00e7adas e interrogadas sem nenhum tipo de mandado. Enfatizamos que o desrespeito aos direitos das prostitutas \u00e9 o que propicia a sua explora\u00e7\u00e3o e estigmatiza\u00e7\u00e3o. Enquanto as trabalhadoras sexuais adultas s\u00e3o perseguidas como criminosas, h\u00e1 pouca atua\u00e7\u00e3o para a coibi\u00e7\u00e3o de redes de explora\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p><strong>M\u00cdDIA<\/strong><\/p>\n<p>Denunciamos ainda a m\u00eddia que quer reduzir os corpos e vida das mulheres a objetos de consumo e n\u00e3o em sujeitas de direito, como na campanha das camisas da Adidas, que aludem ao corpo feminino de biqu\u00edni. A \u201cfetichiza\u00e7\u00e3o\u201d da mulher brasileira, especialmente a negra, em virtude da conex\u00e3o entre machismo e racismo, refor\u00e7a uma l\u00f3gica de mercantiliza\u00e7\u00e3o dos nossos corpos enquanto objetos de desejo sexual mundial. Os corpos das mulheres s\u00e3o usados como mais um atrativo para os turistas, o que, sem processos de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o respeito aos direitos sexuais, pode resultar em ass\u00e9dio e viol\u00eancia contra as mulheres, mais uma vez.<\/p>\n<p>Apesar da import\u00e2ncia de criticar os efeitos perversos dos megaeventos, \u00e9 imprescind\u00edvel denunciar que ao tempo em que a aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica est\u00e1 focada nesse tema, alguns setores conservadores do Congresso t\u00eam se aproveitado para agir no retrocesso nos direitos das mulheres. \u00c9 o caso da recente revoga\u00e7\u00e3o da portaria n\u00ba415, que amea\u00e7a a integridade da lei n\u00ba 12.845, que disp\u00f5e sobre o atendimento integral a pessoas v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual, incluindo o atendimento ao aborto legal \u2013 em casos de gravidez decorrente de estupro, risco de morte da mulher e feto anenc\u00e9falo. A desestabiliza\u00e7\u00e3o da implementa\u00e7\u00e3o de direitos j\u00e1 conquistados quanto \u00e0 autonomia reprodutiva das mulheres significar\u00e1 mais mortes e sofrimento. Mais uma vez, os direitos e a vida das mulheres viram moeda de troca em ano de elei\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o podemos permitir isso.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, assim, lutar, em cada lugar que estamos e atuamos, pelo fim do machismo, capitalismo, do patriarcado, da lesbofobia, da transfobia e do racismo. Esta perspectiva precisa ser considerada nas an\u00e1lises e estrat\u00e9gias pol\u00edticas, para que possamos avan\u00e7ar juntas\/os na luta pela constru\u00e7\u00e3o de realidades de justi\u00e7a e igualdade.<\/p>\n<p><strong>Ala feminista Ato Nossa Copa \u00e9 na Rua<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As feministas que comp\u00f5em a Ala Feminista dos Atos Nossa Copa \u00e9 na Rua divulgaram o manifesto abaixo, em que se posicionam em rela\u00e7\u00e3o aos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[55,47,39,54,56,48],"class_list":{"0":"post-6302","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-feminismo","7":"tag-cis","8":"tag-feministas","9":"tag-genero","10":"tag-mulheres","11":"tag-trans","12":"tag-transexualidade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6302","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6302"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6302\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6307,"href":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6302\/revisions\/6307"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6302"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6302"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/1ogro.com\/projects\/degenerauerj\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}